sábado, 26 de março de 2005

What Smashing Pumpkins song am I?

thirty-three
You are "Thirty-Three" from the album
"Mellon Collie and the Infinite
Sadness."

What Smashing Pumpkins Song Are You (lots of outcomes)?
brought to you by Quizilla

Voltar à Nazaré

Ver: Eternidade

Voltei à Nazaré num dia de inverno. Cheguei cedo. As ruas tinham ainda pouca gente e a praia estava cheia de gaivotas que descansavam na areia. O céu estava limpo e o cheiro do mar pairava por todo o lado.
É sempre bom ir à Nazaré num dia assim. Aproveitar o que de melhor tem e sentir-lhe o cheiro. o cheiro da Nazaré é totalmente indescritível. O mar, a areia, as pessoas, as ruas nem sempre muito limpas (se bem que a Nazaré, parece-me, está a ficar cada vez mais limpa). Até as casas de banho têm um cheiro próprio (todas, por muito limpas que estejam). Passei grande parte da minha infância na Nazaré. Quando ainda havia espaço para brincar na areia e as pessoas não eram tantas como agora. Para mim, a Nazaré no verão tornou-se insuportável. Não há espaço na areia, há gente em todo o lado, há filas. Eu gosto de confusão mas depois do ano inteiro em Lisboa, prefiro ver menos gente e ter mais espaço à minha volta.
Sinto-me triste por a Nazaré que eu conheci já não existir. E por nao gostar muito da nova. Agora, ir à Nazaré no inverno é a unica opção. E gosto. Gosto que haja uma Nazaré no inverno. Gosto de poder lá voltar e de o fazer mesmo.
Desta vez não tinha máquina fotográfica. Mas tirei umas quantas de memória. E guardo-as aqui. Para nunca me esquecer da areia que enterrou parte do meu passado. E para lá voltar sempre.

Cutie Pie

Ohh, não consigo deixar de "postar" as fotos do témis.

Image hosted by Photobucket.com

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Too much love...



A minha Blythe, Constança, e o Artémis, o meu charmoso gato preto.

sábado, 12 de fevereiro de 2005

Carnaval

Na terça foi carnaval. Na verdade, já não sei o k isso é... é outro dia de entre os dias... só um dia. as máscaras já não fazem sentido, apesar de às vezes se querer ser quem e o que não se é. Sim, deve ser esse o dia de carnaval. O dia de ser o que se quer, quem se quer... de fazer o que não se pode fazer nos outros 365 ou 364 dias do ano. Afinal, ninguém leva a mal! - é o que diz o ditado popular. Não sei se a palavra ditado é a mais certa, mas é o que se diz no carnaval. Nesse dia ninguém é louco ou parvo. Cada um escolhe o que vai ser. Uma joaninha ou um diabo ou uma fada ou uma borboleta ou um anjo ou o abominável homem das neves ou o capuchinho vermelho ou uma princesa ou um rei ou uma bailarina ou o super homem .......................... ou .......................... ou ................................. pregar partidas à vida...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

Degraus



Agora que vem aí um ano novo (são só mais dias) é costume olhar-se para trás e fazer-se resoluções para o futuro.
Esta foto? Acho que umas escadas se podem comparar aos dias e, consequentemente, à vida, dia após dia. Às vezes tropeçamos, outras subimos dois degraus de uma vez, outras ainda nos esquecemos de alguma coisa num degrau e voltamos atrás... E assim vamos vivendo, degrau após degrau... É claro que esta é uma visão reducionista da coisa (também chamada de vida). Mas mesmo assim, espero que todos os dias das nossas vidas sejam uma escada bonita, com algumas partes em caracol e com degraus baixinhos, fáceis de subir. E espero, principalmente, que a subida nos dê muito prazer.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Before Sunrise

"Can the greatest romance of your life last only one night?"





"If there's any kind of magic in this world, it must be in the attempt of understanding someone, sharing something. I know, it's almost impossible to succeed, but... who cares, really? The answer must be in the attempt."


A primeira vez que vi este filme tinha cerca de 16 anos. Acho que não poderia ter havido uma melhor idade para ver um filme assim.
Um gajo e uma gaja conhecem-se num comboio e passam uma noite em Viena.
É só isto e já é isto tudo. Duas personagens: um jovem norte-americano - Jesse (Ethan Hawke) - e uma rapariga francesa - Celine (Julie Delpy). Podia ter sido qualquer pessoa. Isso é uma das coisas que me fascina no filme, é que podia ter sido eu, ou o meu vizinho do lado, ou o vizinho dele. São pessoa normais, com vidas normais, cheias de sonhos, desilusões, medos, vergonha, amor para dar... Conheceram-se num comboio, sim, num comboio, o sítio ideal para conhecer pessoas. Não, não foi num avião.
Passam 14h em Viena, na rua, em transportes públicos, cafés, numa discoteca (aquelas que vendem discos), num parque de diversões, num cemitério, numa igreja, num jardim...
O filme fala de amor, tema já abordado por milhares de filmes. O que o distingue dos outros? Bem, quase tudo, acho que o próprio amor. A simplicidade do próprio amor. A sinceridade, hoje em dia difícil de encontrar, necessária ao próprio amor. E não consigo deixar de escrever a palavra amor em todas as frases, já que o filme transborda amor, em todas as suas vertentes.
Os diálogos de Jesse e Celine (posso tratá-los assim, conheço-os tão bem) são absolutamente brilhantes. As ideias, os ideiais, a forma de ser e de estar de quem ainda acredita na vida e no amor.

Celine: If there's any kind of magic in this world, it must be in the attempt of understanding someone, sharing something. I know, it's almost impossible to succeed, but... who cares, really? The answer must be in the attempt.

Celine: We're all happy and free as long as I can fuck as much as I want.

Celine: No, then it sounds like a male fantasy. Meet a French girl on the train, fuck her, and never see her again.

Celine: You know, I have this awful paranoid thought that feminism was mostly invented by men so that they could like, fool around a little more.

Jesse: I don't know, I think that if I could just accept the fact that my life is supposed to be difficult. You know, that's what to be expected, then I might not get so pissed-off about it and I'll just be glad when something nice happens.


A forma como as duas personagens se vão relacionando ao longo da noite, à medida que se vao conhecendo melhor, que a noite avança e o tempo para ficarem juntos começa a diminuir.

Celine: You know what I want?
Jesse: What?
Celine: To be kissed.
Jesse: Well I can do that.

Os olhares.

Celine: I like to feel his eyes on me when I look away.

A nova vertente de pedinte!!! (passei o poema aqui)


Amanhece. Voltam à vida real.

'The years shall run like rabbits,
For in my arms I hold
The Flower of the Ages,
And the first love of the world.'

W. H. Auden


O filme é de 1995 e o realizador, Richard Linklater, ganhou o Urso de Prata de Berlim.

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

Snail

All your seven dreams
Look close, son, and you'll believe
As your things come undone
See you are the only one

Flower, seize the hour I did
I wait
Waiting, waiting for your wake
I'll wait

When you wake up you're all weak
Throwing your life away
Someday, sorry coming home
Sorry snail
What you wait for

Flower, the pain will wash away, away
When the sun shines
Climbs through your window into your bed

When you wake up you're all weak
Throwing your life away
Someday, sorry coming home
Sorry snail
Down in my heart

Flower save the hours
Flower away

What you wait for
Flower chase the sunshine
Flower chase the sunshine
Flower



      The Smashing Pumpkins

      domingo, 19 de dezembro de 2004

      O Principezinho

      Que personagem sou eu?

      pilot.
      You are the pilot.


      Saint Exupery's 'The Little Prince' Quiz.
      brought to you by Quizilla

      quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

      Constança

      Estou tão orgulhosa...

      quarta-feira, 27 de outubro de 2004

      É assim que tem de ser?

      Acho que, tirando as recordações, tudo acaba por ser esquecido...
      As pessoas vêm e vão nas nossas vidas... as paixões, os amores e até as amizades. As amizades... estas transformam-se num "olá, tudo bem?". Melhores amigos deixam de o ser, são agora conhecidos, ou quase nada. Ora, se calhar, é o ciclo da vida, é assim que tem de ser.
      Não sei... a mim assusta-me saber que vou cair no esquecimento e que vou esquecer. Que já esqueci. Que já fui esquecida. Não consigo deixar de me assustar... Acho que a palavra é "transitoriedade" (que, aliás, eu adoro).
      Sinto que, neste momento, estou a perder pessoas de quem gosto, e que estou a ser perdida... Mas nem tudo é mau, vêm outras pessoas e, apesar de não serem totalmente satisfatórios, os reencontros (alguns) vestem-se de uma magia apaziguadora (ou não, se provocarem mais constrangimento que prazer).
      Pois é... parece-me que o saldo não é positivo...
      Que fazer? Trabalhar para evitar o afastamento (ou esquecimento) ou aceitar o facto de que, se calhar, é o ciclo da vida? Acho que a resposta está noutra pergunta. Afinal, o que queremos? Esquecer, afastar-se, ou manter laços para sempre? Antes de se saber o que se vai fazer, tem que se decidir o que se quer.
      Quero-te para sempre? É assim que tem de ser?

      segunda-feira, 18 de outubro de 2004

      "You Stupid Man"

      Quantas de nós já não utilizaram ou tiveram vontade de utilizar esta expressão?

      sábado, 18 de setembro de 2004

      O Tempo

      Fiz uma série de resoluções...
      Bem, foram só 3, uma fácil, uma muito díficil e uma ainda incerta e enevoada.
      Tenho vindo a adiá-las há um tempo, a pensar que fica pra depois, daqui a uns tempos...
      Mas não quero adiar mais, quero que o momento ideal seja agora, aproveitar todo tempo que tenho, antes que ele me pregue uma partida...


      Excerto de "As I Walked Out One Evening ", escrito em 1937

      "The years shall run like rabbits,
      For in my arms I hold
      The Flower of the Ages,
      And the first love of the world.

      But all the clocks in the city
      Began to whirr and chime:
      O let not Time deceive you,
      You cannot conquer Time."

      W. H. Auden

      quarta-feira, 15 de setembro de 2004

      Audição

      Ao som de Sigur rós – ( )

      Hoje escrevo sobre o próximo sentido - a audição. E ainda bem que este pequeno momento de escrita decorre ao som de um tão brilhante e genial som. Assim, escreverei de outro sítio qualquer, outro mundo, outro ser...

      Such are promises, all lies and jest.
      Still a man hears what he wants to hear
      and disregards de rest.
      Simon & Garfunkel
      O que é que eu gosto de ouvir?
      Ora, toda a gente sabe - Música!! Dever-me-ei perguntar então "O que é música para os meus tão delicados ouvidos?".
      Ohhhhhhh
      O maaaar, as ondassss a bater nas rochas, a espuma das ondas, as gaivotas.
      As gotas, gotinhas e gotonas das chuva, a chuva, a chuvinha e a chuvona, a caírem no alguidar cheio de água, no mar, nos vasos das flores, a descerem a rua, a baterem na minha janela.
      A primavera, os passarinhos, as andorinhas e os pardais, a rola, o canário e o periquito.
      Um bater de porta, um toque de campaínha, os passos de quem chega, um telefone, um telemóvel a tocar, na hora certa.
      Os cânticos que acompanham os orgãos nas igrejas, os sinos e os relógios que anunciam algo.
      O Artémis a miar, a ronrrrrrronarrrrrr e a fazer uma série de outros sons que não sei o nome, que me levam ao céu.
      Um beijo, um susssssurro, um gemmmmido de prazerrrr, os sons do amor.
      Palmas, uma faca num copo, a mão numa perna ou numa mesa, um asssssobio de um dedo que gira num copo de cristal.
      Um segredo. Um elogio.
      Um comboio a chegar ou a partir da estação.
      A palavra Goooooooooooolo.
      O meu nome, excitado, calmo e sereno.
      A voz de quem gosto.
      Música...

      terça-feira, 14 de setembro de 2004

      I Wish

      o que me chateia mesmo é a falta de tempo
      eu vou a um site com um milhão de links
      cada um com outro milhão de links
      e eu sei que não posso ver todos e queria
      e depois tenho que escolher
      e nem sempre escolho bem
      e detesto tomar decisões
      e estou farta disto tudo!
      e também queria falar francês, e chinês, e alemão
      e queria saber desenhar e pintar
      e também quero tocar bateria, harpa e gaita de foles
      e quero ter tempo pra ouvir todas as músicas do mundo!
      e que me saia a lotaria
      e ir ao Japão e comprar tudo o que só há lá
      e queria que o Japão fosse já aqui ao lado
      ah, e também quero que o Artémis comece a falar!
      e sim, sei que não estou doida
      só quero dizer tudo o que quero dizer

      uh, que post excelente!

      Delusion angel by David Jewel

      O meu filme preferido é o Before Sunrise.

      Daydream, delusion, limousine, eyelash
      Oh baby with your pretty face
      Drop a tear in my wineglass
      Look at those big eyes
      See what you mean to me
      Sweet-cakes and milkshakes
      I'm delusion angel
      I'm fantasy parade
      I want you to know what I think
      Don't want you to guess anymore
      You have no idea where I came from
      We have no idea where we're going
      Latched in life
      Like branches in a river
      Flowing downstream
      Caught in the current
      I'll carry you
      You'll carry me
      That's how it could be
      Don't you know me?
      Don't you know me by now?

      quinta-feira, 2 de setembro de 2004

      Eternidade

      Lembro-me dos candeeiros da Nazaré. Aquela luz fosca laranja colada à parede das casas. A luz pálida que entrava nas janelas, protegidas apenas por um cortinado de flores de um tecido barato. Cortinados de flores com anos, testemunhas de dias prazerosos de praia. Os candeeiros de luz laranja das ruas da Nazaré. Aquelas ruas pequenas com calçada de pedras irregulares, polidas pelos passos das varinas. Calçada que fede a peixe e dejectos caninos. Espinhas abandonadas, dispersas nos intervalos das pedras. Pequenas travessas que unem as ruas compridas que vão dar à praia. Areia e mar. Cheiro a peixe que seca nos passeios da praia. Marginal que fede a peixe aberto ao meio que seca ao sol. Sorvetes de cones cobertos da fuligem do escape dos carros. Sorvetes de morango e baunilha. Chocolate e baunilha. Sorvetes que derretem no longo caminho até à barraca. Barracas de pano cru. Às riscas. Liso. Que fecham à hora do almoço, guardando segredos e pertences. Uma muda de roupa. Um beijo escondido. Urina e fezes de crianças enterradas na areia. Castelos que não levamos para casa. Que as ondas levam. Que um cão pisa. Que um humano destrói na tentativa de imortalidade. A Nazaré. Infância tornada eternidade.

      sexta-feira, 20 de agosto de 2004

      Prazeres

      Um dos grandes prazeres da vida é ouvir o nosso gato (ou o gato que nos escolheu para sermos o seu humano) ronronar! Sabê-lo feliz e, consequentemente sermos tb felizes. A vida tem mtos prazeres (às vezes, viver é uma coisa boa!): os naturais e instintivos, outros socialmente aprendidos, uns para toda a gente, outros só para alguns, universais, culturais, individuais, a dois, a três, grupais, entre outros.
      Pois é, o meu gato, uma fonte de prazer... Chamo-lhe Artémis. É linduuuuu.
      ohhhhhhh e qd ele se espreguiça...... hummmmmmmmmmmmmm!
      OBRIGADA ARTÉMIS!!!!!!!!!